Brisas de Julho


DANÇOU PELO AR as vibrações da canção de amizade que cantamos ao violão para o mar – como um eco que se inicia forte e falece no infinito – notas se misturam com as águas e tudo se transforma em ondas – caminhamos sem direção e catamos conchas para um colar – querida, esse mundo é muito louco e eu quero surfar nessa loucura toda – falei sem pensar, impressionado com as nuvens do pôr-do-sol, com tanto azul, com tanta luz, com tantas coisas para amar – ela abençoou minha inocência com um sorriso delicado – o espírito que não desfruta um momento de loucura é porque arriscou pouco – não viu a chuva do ontem nas pétalas do hoje, não sentiu o suor nos poros, nem os olhos que observam de dentro para fora – ainda não se apaixonou pelos movimentos das coisas e por fim não questionou a si mesmo – não para encontrar respostas, mas para compreender porque tem perguntas – depois de dizer me beijou pela primeira vez – as estrelas já eram possíveis – a brisa nos veio como um lençol de seda.

(publicado no jornal meio norte / for teens - teresina 16/06/09)

3 comentários:

Denise disse...

Algumas perguntas são mais importantes que as respostas.
Até porque ,toda e qualquer resposta esta sempre DENTRO.

adorei aqui

Beijo
Denise

Aline Chaves disse...

engraçado como se percebe o tempo... também meço meus dias pelos traços de cada mês.

eu morro de medo de perguntar certas coisas... eu sempre sei a resposta.

beijo!!!

Lucas Branco disse...

todos assim, escondendo respostas.